"Andar e fazer outras coisas"

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Às sombras firmes, estendi o tempo, respeitei e o fiz parceiro...
Decidi parar de parar quando comecei a morrer.
Olhei sem temer o futuro, aonde ainda neste tempo, piso suavemente.
Meus excessos os deixo aos passos,
Silenciosos destratos, diante de fé intacta,
Não sei mais parar.

Da saudade e do sucesso, mesclados tantos hediondos fatos,
Amaciei sem pensar, amadureci enquanto passei...
Por horrores, ou amores, medos e dores...
Desisti de desistir.
Agravando-se a pretérita trajetória, aprendi só a continuar.
Pausando menos, sonhando também raramente,

Longe de apatia, dormências ou defesas...
Foi a entrega que fez o andar!
Deixei de escolher uma regra do corpo a dividir,
parei de 'somente' chorar, dormir, comer, esquecer...
Passei a fazer tudo ao mesmo tempo da caminhada, não deixando minha vida doer sozinha...
Tenho preparo desde então, para andar triste ou rir dormindo,

Comer pensando, cultivando o amanhã ontem, sabendo piorar sem permanecer em um único lugar...
Andar então, virou ato inconsciente como crescer à noite.
Nunca mais abandonei a continuidade para assistir a plenitude que o coração sente, ouví-lo enfático de excitação ou embargo...
Nem ler um bom exemplo parado logo à frente.
Depois do hábito de me lançar adiante, independendo o instante, inda mais cedo, perdi o interesse pelo passado.

Risco importante o açoitado com atenção!
Pode o mundo parar, cair em minha frente, posso ver algo excêntrico, posso estar diante de milagres, e todos agora sendo impecilhos aos meus passos...
Adquiri o vício preponderante de saber superar, regado à dedicação carinhosa de meu intuito nobre, aprender a sofrer e a amar da melhor maneira possível...
Tudo passou a ter serenidade nos caminhos da emoção.

Sem o impacto, o desespero, a veia de amparo seguiu feliz me oferecendo companhia a entregar à fé, todo conhecimento e chance de sublimar os tamanhos pequeninos de mim,
querendo dar flores calmas à estima e à emoção de viver em paz.

(Olívia)

‘Criancinhas... E seus dias...’

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Nós éramos tão pequenos, pulverizados, como sempre...
Estivemos tão plenos, desde os nascimentos...
Mantivemo-nos chorosos, simples, extremos...
Zoando valorizar nossos próprios aprendizados...
Nossos estúpidos eixos grandiosos!

Tão claros, e a como ser, aprendemos a fórceps...
Questionamos tão antes nossos problemas, qual o grau de cobrança a quem doou a vida a aprender, a parar de sofrer, a sonhar com ‘acontecer’... Ao descobrirmos, erramos outra em outroras...
Críamos ainda, em novas faunas de brinquedo... Com novas cores a atenuar ou a ampliar nossas floras...

Erramos tanto a ponto de não entendermos uma simples vela nos dizendo:
É sua vez! – Assopra!!! – Feliz seu aniversário, neném...
Pra sempre.
Ai, ai, ai... Somos comemoráveis, mas nos mantivemos pequenos a ponto...
De ouvir, os ‘feliz aniversário!’s exclamados pelos amados em vidas e momentos tão...
Fetais... Somos, ou não alcançamos o quanto nos desejam felizes os memoráveis guardadores de manutenção dos nossos bebês erros?

Salvaguardando cada passo torto, cada Rap ouvido sem querer ou querendo...
Vivendo de desculpa ao futuro, às certezas...
Tomara que tenhamos errado única e somente no tamanho carregado pela pureza real de quando tínhamos dúvida...
Nisso sim, à cima, crescemos sem pena ou maldade...
Simplesmente crescemos infelicidades de não sermos mais tão fofos! Quanto éramos ao continuarmos pequeninos...

Infantes de responsabilidades, as quais tomamos, cedo ou tarde... Gritando ou em silêncio.
Temos tanto, porém, a cada ano diferente, escolhemos uma floresta competente!...
Perdemo-nos, como a base da curiosidade, do carisma, da construção, da coragem, e dos sonhos.
Onde fui a não conseguir saltitar à minha Própria Vela de comemorar o dia ameno...?

Mal parece que fico maior/MAIS VELHO nos meios dos extremos julgados feito problema em casa, vindo de adolescente...
Quero comemorar meu dia de nascido, comemore comigo?
Nem me importo com obstáculos, assim que os restam todos, sem questões, vistos!
Crianças precisam de chãos para treinarem passos de futuro num agora intempestivo...

Vi circunstâncias (mesmo não sabendo boas palavras para meus sentimentos), acoplei na fé de, num belo ou feio dia, entender...
Quero alcançar a vela quer alivia a luz do peito crescendo...
Nem sei pedir além do possível... Mas sei aprender a escrever sem saber ler e, num final, ver que não sou sozinho, sou ‘vários juntos'.
Mantenho o coração de saúde, a abstrair dores e deixar entrar pouco além do amor...

Inda assim permaneço infante.
Sem chance de correr para trás, e manter lerdezas adiante, como se aceita uma beira de fé formando água de olho ou nado de peixe...
Deixo aos lados alheios de conhecimento, o real julgamento de não alcançar meu próprio dia de homenagem ao parto...
Compartilho névoa, contentamento, desejo, cautela aprendida com quem já cresceu e é exemplo...

Perdoam-me todos os representados por hora?
Não alcançar a própria vela apagada?
Perdoam-me incluir os amados em dúvidas maiores que os pés das mesas em que tentei subir?

Sou pequenino e choro mesmo.

Espero não ter amargado a luz coletiva necessária para agora.
Nem ter crescido a ponto de meu medo ou vergonha serem piadas em conhecidas bocas de loira...
Eu só não queria crescer.

Numa tela branca, preta, pintada a meio termo...
Não me importo com ‘ser piada’, conversa, tempo perdido, clareira, esteio...
Quero não morrer de vergonha, não alcançando a vida contemplando meu ano se eu faço o possível, para...
Dividi-lo com quem sente a criança em si.
Sem ser em cheio, ou pretensiosamente desesperado... Estamos ou não? Todos os dias acordados bem cedo?

Só assim, nunca esquecendo... De jamais crescermos em grupo, ou aliviando a individualidade de não sabermos até onde dividimos o conceito de vida... E assim...


Sonhar com nunca morrendo.

(Olívia)

"Do Bem???"

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E eu em meu anseio... Sigo abaixo, diferente entre céus contidos,
Ao chão dos outros, os quais bem temo, à besta praxe,
Dentre rumos limitados, tendo sol, nuvens e vazios...
Sou menino moleque, sem ressalvas ou premissas...

Ambidestro, valente, menininho contente ao trepidar dos passos,
Sobre mim, em minha distância, medo de altura,
De cujo mundo, a saída é subir às ruas,
Pela duvidosa escada de partida.

Daqui não saio, não subo por completo...
Pego o que germina e eu não tenho.
É solidão, curiosidade, saudade de silêncio em meus pensamentos, regalo mimado querendo crescer algo no dentro...

E um vazio tão violento... Que já pareço homem feito...
Nenês não devem saber dos rombos no peito!
Quiçá chamar “mamãããe!!!”, se maternidade por aqui é o eco.
Parei de parar de brincar...

Subo ali, desço me divirto com objetos de cativeiro...
Eu nem nunca quis pertencer à cima... Queria só às vezes,
Ter companhia...
Corda de atar o mundo, abrir mão do pé direito da minha vida,

Arredondar o chão dele, e agonizar o som do eco reduzindo...
Penso em parar de pedir amigo, e penso em ajudar quem me pisa...
Em doar parte da vastidão de minha angústia,
Dando passinhos ainda pequeninos...

Penso como se tivesse a sós em um momento,
Guardo as benfeitorias aos maiores imensos...
Todos Aqueles que movem o planeta e são maioria...
Perco até a óbvia infante euforia...

Para dar mais que o sonho e resgatar mais de cada chão.
Vou menininho da boa intenção, mudar o reto a redondo...
Algo deve ter dado errado em meu ensejo, tudo explodiu!
Sem querer, sem conserto... E agora então que me fui junto?

Dá nada mais certo que esquentar o peito de beleza e bênção...
Mas... Por quê, o mundo, em fogo se esvaiu???
Digo que talvez o pouco a mim referido trouxe mais glória e coragem...
Que a bondade de sobra, morando no colo de minha insignificância...

Desde criança aprendi a me desfazer de mim, portanto, não temo o fim,
A ferro ou fogo necessário para dar nome de acidente ao que tenho tentado...
Quando inda ouvia coisas sobre medo, temi irrisório ter mais de um enorme...
De cobra,
De fogo...

E de elogio.


(Olívia)

"Aprender a sofrer"

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É igual. Porque é inexplicável.
Mesmo sabendo, largando pra trás...
Como os dias passam, o tempo estraçalha cheio de fúria...
Deve ser isso o obrigando a atropelar o futuro, nu de miséria própria...
A pressa vem, traz a volta sofrendo a falta de horas vagas e comiseradas...

Entorta o fluxo de ponteiros perdidos,
Estorna em outra valência que acolha de acordo...
Tudo aquilo que não dá saudade por ter doído... Deve ser mais ou menos triste,
Talvez breve, já que inda assim, mora e não se muda...
Nada à vida não a abraça... Esquece... Menos está...

É uma mão de prata e força, atacando o delicado de dentro do passado.
Estrangulando o melhor órgão da vida...
Apertando descomunal, arrancando água.
Secando o dever de bombear outro líquido, e suando sal.
Dentro do peito ocupado de amar, de acalmar, de esperar...

Sabe-se nunca nada da mão de prata.
Ouvi dizer que é mulher, linda!... Exigente...
Talvez magnífica, porém jamais pelo cargo, no máximo, pela aparência...
Mão de dívida, sobrecarregando de avisos à infância...
Não faça isso! – aos pontos de experimento.

Viver, não vive, suga e guarda força para doer quando já no meio da bondade...
O dono, na maré mais suave do que resignou, dos passos mancados,
Das pernas cambaleantes descansadas de obstinarem diante do sono,
Do susto, da prece rezada às vozes do pulmão, ali ao lado...
Quer a mão de prata, apertar até arrepender!

Até parar o coração de soltar lágrima e medo,
Esmagado-o sem ter aprendido a sangrar;
Coraçãozinho nobilíssimo, ainda bebê...
Da mãos de prata e força, parece a doença do erro.
Conhecer lados densos e certeiros...

Sabe-se de quando a mão de prata não mata,
Ou o aperto não finda breve como deve,
E tarda o alívio dando espaço para encolher o grito,
Berrar por dentro, e em prece, sonhar com a mãe salvando...
Gastando o vazio sem chamar cores quentes de resgate...

A mão de prata é a inconsolável,
Implacável, devastadora, urgente... Agonia.
Contra a qual se luta com única certeza:
Mesmo chorando, o coração aprendeu a ser prioridade,
E a suportar os terrores do passado e de novos presságios.




Ainda assim, a vida acontece.
Resgata as forças de quando era menina,
Embebida em beleza, por entre paisagens alegóricas...
Fantásticas adiante.

Mesmo convalescendo de aprender incansável,
Resguarda alegrias serelepes, em comissões sutis,
Em sua suavidade de continuar, independente da dor de crescer ser muita,
Quando crescia empurrada pela pressa das expectativas...

Ao redor permaneceu bonito,
Mexeu-se lotado de cuidados invisíveis...
Simplificou seus máximos ao estrito, ofereceu caminho e vastidão...

Ganhou dos abismos nada mais que noções de tamanho.
Esteve para quando precisei tanto de carinho ou consolo...
Sofro menos, passeando por tudo isso.

(Olívia)

"Pensamento de criança"

"Tudo é muito rapidinho, para perdermos tempos não percebendo."

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Tem gente que não vai à pé a nada,
Que num sabe rir de coisa engraçada,
Parte sem desejar boa tarde ou dia...
Quem não ouve sino, dorme sorrindo,
Nem nunca conhece pedacinhos da bíblia...

Tem gente que negou o começo da vida...
Aquele que dormiu de tristeza, e não acordou...
Tem gente que nunca saiu de joelho,
De medo de ter cometido um erro...
Gente que nunca deu arrepio.

Ouvi desde cedo, aprendi vendo e quieta,
Que gente tem de todo tipo,
Estranha e barulhenta, serena e carinhosa,
Briguenta, com horror a mariposa,
Com medo do descongelamento dos extremos do planeta...

Tem gente de cada jeito, mal eu! Compreendo...
Exatamente cresci compreendendo... Mas é longe de mim,
O lixo no chão, o feitiço do amor atado,
O maneirismo, tantas vezes dado errado...
E o desespero por respeitar o egoísmo alheio.

Importa-me sempre que penso, vivemos livres para o sermos!
E em dado momento, tantos, aos extremos,
Perdendo-se no rude descuido,
De largar a ermo aquilo tudo que já aprendemos.
Tem gente de todos os dias, de todas as classes...

Gente de sorte na vida, com saúde e família,
Outros sem o teto ou o pão do dia-dia...
O que me admira é mesmo o em que se parecem em cheio:
Ninguém fica parado na vida... Nem sem o pulmão cheio,
Nem sem sonhar com felicidade, e ainda...

Mexer-se para conhecê-la.
Aquilo unindo o comum dos seres quentes,
É como uma boa dívida, cobrando apenas,
Não pararem de crescer, voar, ou andar...
Ir é mais importante que vir, e isso, todos nós já sabemos.

Há o descuidado demais com o humor egocêntrico,
O preocupado efetivo com gerir a fé ou a crença do vizinho,
Os cobrados de terem mal feito o regente à poesia do tempo...
E os cobradores com suave falta de aprofundamento...
Admiro a todos, desde quando engatinham a quando descansam pra sempre.

O comum é mais que ter vivido ou se cruzado nos bons e médios caminhos...
É ter tido coração batendo, evolução obrigatória, passos largos e lentos...
Ao que exige da humanidade, a forma contente.
Fantasma, bruxa, transporte, humor, sabatina e catequese,
Coragem e centro, compaixão e exemplo...

Em erros e mais erros, até um acidente com a lua é possível,
Para isso, basta ser mágico ou estar vivo...
Nada além de sonhar com dançar, ir! e amar...
Sem descuido com o passo adiante importado...
Como os horários das luzes e dos companheiros.

Aqueles completos de entendimento,
Seguem seu curso encantando pensadores pequeninos,
Contempladores de passarinhos, atentos com o efeito do afago,
Lendo No Vizinho, o que desejaríamos por nós,
Sendo suave, e eternamente feito.

(Olívia)

"Passeio avesso"

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Quando eu vejo, sempre entendo.
Do que sinto, sei todos os nomes.
Chama Felicidade meu olho às lágrimas,
Alegria quando bato o dedo do pé na beira da cama...
...
Fúria, é o ‘acontecido’ ao ganhar meu presente de aniversário,
Amor, algo como ver um bandido impune,
Cuidado, nome engraçado, dado a quando pulo em piscina rasa,
De cabeça e com olhos fechados.

Nunca me confundo!
O mundo pensa que sou burro, mas é Ele o tão fácil de ser compreendido.
Pelas lógicas essenciais, ao ver um ato atroz,
Sorrio largo, e me contento em profundo.

Desentendo os casais sorrindo, se o feito amando é pífio.
Mamães e filhotes, com sono e juntos,
Se mãe e filho é ódio unido...
Ainda me acham estúpido!

Dizem de mim, que sou ao contrário,
Outros me julgam malvado, satírico...
Sou honesto, e só um menino repugnante.
Ou seria adorável?

Tenho meus descuidos com meus amigos camaradas,
Cuido do meu broto, o Margarido, e de minha cachorrinha Tatá...
Faço-o cheio de categoria, são felizes comigo.
Inda que sintam pena os alheios, estes não me deixam sozinho.

Pensam eles, meus queridos, que sou desprotegido...
Na pureza de raciocinar perfeitamente sobre tudo!
Os nomes foram gravados de acordo com o que senti,
Ao ver o mundo fingindo que ama, que respeita, que aceita...

Tentei explicar que ao associar um fato errado o qual notei certo...
Segui o raciocínio, e decorei as palavras e os nomes...
Um belo dia, me senti tão em grupo, que pedi à flor e ao cachorrinho,
Que me ‘desacompanhassem’ sempre que, em solidão, me agonio...

Disseram que me viram! E por tal, aprendi tudo errado!
Ou, ao contrário, sem revirar junto com minhas conclusões,
Meu coração que tanto se confunde.
Estou certo de meus aprendizados...

Foi um erro, uma hipocrisia, uma falsidade primeira à minha virgem vista...
O parâmetro estancado como linha de raciocínio estável...
Ué, mas então não posso ter ‘inimigos’?
...

Parece então que minha flor e meu cachorro sabem que preciso de amparo...
Nos andares da vida estampando coisas contrárias e corretas...
Nas consequentes vivências que entendi errado e cri certo...
Já pensaram que sou malcriado, desaforado...

Mal posso eu, com tantos e tantos elogios!

(Olívia)

"Os dormentes"



Dormindo bobagens lindas, ponho-as acamadas,
Dormindo sentadas, numa preferência torrencial,
Exigindo demais que se descansem para o futuro...
Estejam preparadas com suas fotografias íntimas,
Nas estrelas das idades, ou no tracejo do ex-bocejo,
Caindo as cabeças de moleza e cansaço...

Sonham de tantos aniversários de distância,
De tez diferentes ainda das casas dos olhos os escondendo...
Eis a cada sonho invisível, alguns maciços esboços do corpo...
E um doravante comum a todos os abraçados pela letargia de preparo...
Inda a todos, o retrato portado por um amanhã mais encharcado de vida...
Olhos abertos ao raiar dos horários...

A saída de volta ao desperto estado, propus que se vão embora de minha morada.
Sou responsável apenas pelos sonos invejados, com minhas mãos livres,
Num traço simples escolhido como fardo observatório...
Quisera eu, sorrir ao dormir por ir a algum espetáculo de paz sem passado...
Crianças e velhos, meninos e indefinidos, escolho meus quatro rostos, e aguardo...
Vislumbro solitária, o que move as covas de rosto e as belezas...

Desenho no simples, os exatos desconhecidos por mim imaginados...
Que tanto explicam o conforto com os olhos fechados puxando os sorrisos para cima?
Perto donde o brilho é vendado?
Os rostos sofrem um forte abraço...
Enquanto dormem sem falar onde estão...
Bem quando fito eternas horas de vontade...

Ir também para onde os olhos fechados agarram sorrisos.
Aonde o rosto perde a majestade do mistério e mostra que é bom...
Sono sendo dependente, em paz demais para precisar de cuidados...
Basto-me parando ainda de piscar a não somar momentos velozes...
Perdidos de um rumor diferente dos lábios sutis;
Não posso parar de olhar minhas vontades...

De dormir, de me decepcionar em seus despertares...
Por talvez que não brilhem tanto os olhos destes sonos frágeis...
Ou pior, quiçá nem agradeçam à fé translúcida tais possibilidades...
De sonhar! enquanto tantos poetas debaixo dos escombros dos corações dilacerados,
Inda vêem eternos respiros a inspirá-los...
Vivendo ou não, de seus mais hediondos pesadelos e traumas;

Aguardo então, todos os retratos finalmente acordarem...
Para saírem da minha cama, e de dentro da minha desnutrida casa.

(Olívia)

Fechado!

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Minha mãe um dia me falou,
- Cuidado, meu filho, você é muito frágil...

Sempre fui encaminhado, e entre os meus maiores cuidados, morava a atenção tresdobrada, para não perder a cabeça nos passeios que daria na vida...

Meu pescoço é tão bem atado, e o nó é feito os que marinheiros entrelaçam os impedimentos do barco... A corda que me segura inteiro, é a mesma me levado para todos os lados...

Com a cabeça presa nos passos e sorrindo sem medo de sorrir demais, acostumei a deixá-la que me acompanhe conforme vai podendo...
Ando rápido porque meus pés são de verdade, mas a cabeça é de vento...

Nunca reclamo, apesar de não ser praxe nos lugares, eu caber sem encolher o fio, passar na porta, ou me envergonhar do alarmado semblante alheio ao me avistar em algum lugar dentro, os surpreendendo em exagero...

Aprendi a ser natural, me aceitar por igual, e viver feliz como o mundo espera que seus corações sejam...

Pois eu tenho um coração forte, seguro, e apesar da situação delicada, ter uma cabeça enorme que não atende o corpo engraçado ao mesmo tempo, vou vasculhando o dia estupefato, acumulando histórias e cenas belas, tendo a minha idadezinha pequena...

Pensei que ter medo de incidentes e combinados ganhando imprevistos fosse algo vago, e não cri valioso o ficar estático, esperando murchar e nunca arriscar ser feliz mais um momento simplesmente por poder explodir e acabar...

Como acabaria acontecendo.

Minha mãe um dia me disse,
- Cuidado, meu filho, você é muito frágil...
Querendo ensinar a temer o descaso do próximo...

Porém, acreditei no cuidado espetacular que as pessoas teriam com a integridade do outro...
Foi muito bom acreditar no contrário, até o dia em que minha mãe teve razão.

(Olívia)

"O fim das coisas"

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Sonhar é mais ou menos igual a:
Deixar um legado de ver, antes de um de abraçar.
Ter empenho e confiança, por mais que te roubem o amor.
Doar, disponibilizar, enxugar, fluir...

Trabalhar!

Pensar antes de marcar um vazio ou um espaço branco.
Com rabisco, ou com excelência.

Medir as consequências de manter o sonho em segredo.

Em atitudes, é colorir o futuro das lágrimas.
Em tempo, não parar diante da exaustão.
Em desejo, querer somente tirar a dor de dentro.
Em exemplo, mudar de opinião sem rancor.

Meu sonho existe, por mais que se finja de morto.
Meu medo é constante, meu esforço é escandaloso, meu silêncio é deplorável, meu rumo é triste e meu sonho insiste...

Em ser sonhado.
Acabando, ou sobrevivendo, como é seu mais velho e admirável hábito.

(Olívia)

"Uma hora"

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Tenho dormido muito cedo. Infelizmente, tudo em mim tem vida.
Menos os erros exatos dos outros.
As lembranças tristes em meio a julgamentos imensos...

Todos injustos, todos deploráveis, todos tantos...
Os minutos marcantes, meus perdões petulantes...
Num mesmo coração que vê num relógio, o que vê!

Imagine a curiosidade do que vejo no meu próximo,
Desejando o melhor a cada um, como se portasse a felicidade,
Como se não tivesse maldade, ou não participasse do meu choro de sempre...

Às dez e dezessete da noite, vi um balé ingênuo,
Por isso, não conto à autoridade como conto o! tempo.

Simplesmente, em minha vida, tudo exerce papel de defeito.

É ousadia crer na benevolência alheia como creio.

Não devo ter crescido, só pode ser.

(Olívia)

"Meus Malefícios"

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Eu nunca pensei antes...
O quanto a minha existência faria mal!
Nem em mim, usando um boné ou não, que pareceria só alguém caprichando visual...
De boné ou sem! (Nada a mais, nada além de “não saber”).

Porém, meu chapéu fez mal. Esquentou onde “está tudo bem...”.
Melhor correr a pés fujões; não sou do tipo que mata ninguém.
E seu talvez: tudo queima me querendo culpado... Eu corro, e percebo:
Rejeição é uma lógica! a todas as pessoas que são cigarro.

Acima da altura que se tem (antes da bituca), há certa tristeza...,
dizem que Por Minha Causa! crêem em grupo! que fui eu quem mais matei!
Por tentar disfarçar o malefício, ou por tentar me vestir bem.

Corri de ser queimado, não funcionei.
Corri de ter feito chorar, fiz chover.
Tentei aliviar um estressado, falhei.

(...)

Quase dei a meus pés sem velocidade, caráter aleijado,
E continuam dizendo que sou encantado,
Que não consigo ser deixado de lado,
Ou, que sou cupido ao contrário...

Só sei levar minha bagagem nas costas.
Ela respirando, é problema para o critério!
Não tenho respirações para levar embora, tenho inocência!
Um pouco de culpa quando me peguei sendo queimado...

Fiz o certo: su-mi!
O mundo é Quem fica chorando as maiorias perdidas,
Cobrando extinção de completas famílias...

Proibindo-me de explicar que não extermino, dou opção!
Não entendo, O Mundo parece esquecer da fama que me deu no passado,
Vendendo meu status como segurança aos tímidos ou fracos em comun!

(...)

Depois de imensa leva viciando o público, a culpa é minha depois de tanto serviço prestado, terminar fugindo dos estabelecimentos com regras mudadas...

Como se alguém que morre por me amar, não cometeu suicídio prolongado…
Ou como se alguém morto viciado, não teve a chance de me trocar pelo lacrimejado filho amado...

Resultado de cigarro fatal! é procrastinação do dever de casa...
Até inserir na morte, mais responsáveis que a própria vontade...

Para quem enterra unido! um viciado,
Tiro meu chapéu atrapalhado, e derrubo as mesmas gotas tristes,
De um repertório a responder:

- ah... Meu pai morreu de cigarro...
- é?... Credo!

- minha mãe, minha tia e meu primo também...

- nossa... Maldito Cigarro!

- ah, mas eram velhos mesmo...
- ãn, então tudo OK! E você, quantos anos tem?
- tem isqueiro aí?
- tshhhsh...
- onze, e você?

(Olívia)

"SIM!!!"

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Um dia, reparei...
No mesmo belíssimo (diante de meus anteriores sóis) em que notei,
Quais movimentos fiz em seu durante,
Quais deixei de fazer...

Foi simples perceber,
Um dia de ter visto embalando...
Vi-me notando um detalhe de alguém...
Tendo pouco medo e mais coragem...

Vi a quantidade fazendo graça,
De seus “sim” durados mais que os negativos possíveis...
Fiquei feliz, radiando uma descoberta linda!!!

Eu, em “si”, sou quase nada...
Mas! os todos depois de mim, são tantos...
Há, nesta vida, muito mais 'sim' do que 'não!'.

...

Em pouco tempo me vi correndo, estudando, comendo...
Vi o que se vê amando, porém atenta dessa vez:
Andando, mas sempre cuidando do passo à frente,
Copiando lição por mais tempo que olhando para o lado...

Vi o prato a cada vez que me sentei para uma refeição,...
Nunca só percebi, que o balanço de aprender sobrepõe
A Sutileza de perceber...: Quantas vezes concordei hoje?
Quantas vezes me distraí a lateral de mim?

Num momento, tive uma idéia...
Que tal perceber para onde o rosto aponta?
Talvez quando se o nota, mais vem à tona!

Que a vida tem mais sinais de 'sim!' do que de 'não.'...,
Que percebo quando tenho calma, paz e atenção...
É simples de ver o número de “sim” com a cabeça!...

(Os quais, desatenta, faço-os na vida, ao copiar da lousa,
Às mãos da professora – assoprando de si o giz do ensino –
... minha lição).

(Olívia)

"A depressão do pato"

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Dizem-me quanto aos patos, como são ‘patos’.
Andam engraçado, pé enviesado, rabo balançando...
Saem dá água de seus nados, começam uma marchinha,
Tortíssima, até onde desejam se encruar.

Patos pilhéricos os observados por qualquer um.
Amarelinho de filhote, branco de corpo já crescido,
Mergulhão, pato simples, ganso, cisne, marreco...
Só a garça esbelta e flamingos não fazem sorrir.

Por ter curtas pernocas, ser desengonçado e simpático,
Pensa-se ter espaço no olhar de um pato ser o mesmo
De um nenê para sempre...

Porém, patos crescem, e alguns poucos, entristecem.
Sem posição predatória em cadeia de ninguém,
É bem fácil para um pato ferido, ir nadar...

E nunca mais aparecer.

(Olívia)

"9! Problemas"

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* Meu nome é Quadrado.

* Sou ave, mas ninguém sabe porque eu pareço um dado.

* Falo pouco e sou nervoso, não levanto voo por ter corrido o suficiente, nem sou simpático.

* Vivo de rapina, vide o meu bico; Quase sem asa, se a asa é um trisco.

* Esqueço de ser feliz, e tenho horror ao lembrar do ser humano.

* Acordo injuriado como se fosse um mau documento. E sei! aves duram tão pouco, que curvei o bico para dentro.

* O aprendido antes de dormir, é imêmore de manhã.

* E a esperança, é aquele maluco de ontem, o sem olho que vinha vindo me caçar.
Até eu descobrir que ele tomava distância para uma pirueta no ar, demorei para ser burro.

* Ah, e morro de pena do final.

(Olívia)

"Meu Coração"

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É uma história simples.

O amor me adaptou a quem eu amava.
Tantas vezes fui feito de carnaval na esperança de ser amado.
Que vergonha ter ficado pelado, junto com as palavras deixadas possíveis!
Rubor não é só ser alvo de piada, é parecido com ter entregue toda a sabedoria de crer na vida, e tal doação ter sido feita zombaria.

Fui dedicado, doei intimidade, fui corajoso, feito de bobo, ridicularizado.
Porém, não tem como não deixar notável o quanto me esforcei.

Abri as portas da minha vida, dei pele, comida lavada! e mais de mil abraços num dia...
Dei as pernas, as camas, os sonhos, os doces favoritos e meus melhores batimentos.
Até os que batiam em dinheiro.

Sou o coração tornado ridículo, que junta os cacos posteriores e se esconde embaraçado...

E o amor é que foi meu melhor infarto.

Teve a vida nas mãos, minhas roupas nos tempos felizes ao chão, e morou em minhas preces suaves de gratidão.
Deixei meu pulsar aparecer devagar, dei presentes com laço e fita, ou com lágrimas de emoção...
Mas quando algo se acaba, e vou com a vassoura da paixão ter me cegado, esqueço que é possível colar os pedaços...

‘Dei’ para viver remendado, mas nunca terei nos lábios o medo do silêncio e de seu resguardo.
Sou visível assim, todo destruído, depois de virar menino e menina, flor! se for o caso.

Amar errado só pode ter sido em virtude de não enxergar muito bem.
É o fundo de garrafa o responsável pelo que não vi.

O defeito dos meus olhos não me avisou, nem por pensamento ou qualquer sinal de subtração, que eu restaria com tanto pavor, que viveria depois das piores injustiças, quieto para sem direitos ou humanidade. E eternamente escondendo os vexames aos montes, chorando sempre muito baixo.

Não quero incomodar crescendo por dentro.

Fui nu, batendo carinho puro, reservado... E tudo o que deve ser poupado vive hoje em todos os meus rostos rosados pela lembrança...
De ter feito além do que eu queria, em nome de uma carência afetiva.

Sou de verdade, o jeito de amor com requintes de poesia...
Nunca imaginei ser tão exposto às dores e às cobiças dos meus escolhidos para serem amados...
Nem consegui ensinar a prestar atenção no coração dizendo sempre a respeito do amor, que deve ser respeitado.

A intimidade quase me levou a vida embora. Hoje, bato sereno, crendo numa entrega perfeita antes de deitar em paz, à noite um pouco mais tarde...

O meu coração foi conhecido por Deus, por isso, mantenho a fé maior que a vontade de me enfiar num buraco e não sair dele tão cedo. Jamais antes de entender que amei o melhor que pude.
Foi muito bom ter amado, como é excelente ter esperança para a necessidade de apagar uma luz solitária.

Tenho orgulho de saber amar muito bem.
Sou mais firme por desistir de sonhar.
Mais manso e sábio.

O melhor é sentir que nunca mais farei o que não quero, para agradar quem não gosta de ser amado.
Só temo a nudez da honestidade, e a coragem de expressar o que se deve sepultar.
Cresci ao me deparar com a luta ganha contra a paixão no que faz:
Ela tira a magnitude da realidade, e faz vítimas de quando o tempo passa, trazendo as lembranças de ter feito o que não quis.

E mesmo assim, agradeço a chance de saber amar o amor incondicional e involuntário.
É muito bom conhecer o próprio coração.

Para reservá-lo com doçura e olhos melhores, decifrando a cegueira dolorosa de uma paixão.

(Olívia)