"A depressão do pato"

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Dizem-me quanto aos patos, como são ‘patos’.
Andam engraçado, pé enviesado, rabo balançando...
Saem dá água de seus nados, começam uma marchinha,
Tortíssima, até onde desejam se encruar.

Patos pilhéricos os observados por qualquer um.
Amarelinho de filhote, branco de corpo já crescido,
Mergulhão, pato simples, ganso, cisne, marreco...
Só a garça esbelta e flamingos não fazem sorrir.

Por ter curtas pernocas, ser desengonçado e simpático,
Pensa-se ter espaço no olhar de um pato ser o mesmo
De um nenê para sempre...

Porém, patos crescem, e alguns poucos, entristecem.
Sem posição predatória em cadeia de ninguém,
É bem fácil para um pato ferido, ir nadar...

E nunca mais aparecer.

(Olívia)