"Meus Malefícios"



Eu nunca pensei antes...
O quanto a minha existência faria mal!
Nem em mim, usando um boné ou não, que pareceria só alguém caprichando visual...
De boné ou sem! (Nada a mais, nada além de “não saber”).

Porém, meu chapéu fez mal. Esquentou onde “está tudo bem...”.
Melhor correr a pés fujões; não sou do tipo que mata ninguém.
E seu talvez: tudo queima me querendo culpado... Eu corro, e percebo:
Rejeição é uma lógica! a todas as pessoas que são cigarro.

Acima da altura que se tem (antes da bituca), há certa tristeza...,
dizem que Por Minha Causa! crêem em grupo! que fui eu quem mais matei!
Por tentar disfarçar o malefício, ou por tentar me vestir bem.

Corri de ser queimado, não funcionei.
Corri de ter feito chorar, fiz chover.
Tentei aliviar um estressado, falhei.

(...)

Quase dei a meus pés sem velocidade, caráter aleijado,
E continuam dizendo que sou encantado,
Que não consigo ser deixado de lado,
Ou, que sou cupido ao contrário...

Só sei levar minha bagagem nas costas.
Ela respirando, é problema para o critério!
Não tenho respirações para levar embora, tenho inocência!
Um pouco de culpa quando me peguei sendo queimado...

Fiz o certo: su-mi!
O mundo é Quem fica chorando as maiorias perdidas,
Cobrando extinção de completas famílias...

Proibindo-me de explicar que não extermino, dou opção!
Não entendo, O Mundo parece esquecer da fama que me deu no passado,
Vendendo meu status como segurança aos tímidos ou fracos em comun!

(...)

Depois de imensa leva viciando o público, a culpa é minha depois de tanto serviço prestado, terminar fugindo dos estabelecimentos com regras mudadas...

Como se alguém que morre por me amar, não cometeu suicídio prolongado…
Ou como se alguém morto viciado, não teve a chance de me trocar pelo lacrimejado filho amado...

Resultado de cigarro fatal! é procrastinação do dever de casa...
Até inserir na morte, mais responsáveis que a própria vontade...

Para quem enterra unido! um viciado,
Tiro meu chapéu atrapalhado, e derrubo as mesmas gotas tristes,
De um repertório a responder:

- ah... Meu pai morreu de cigarro...
- é?... Credo!

- minha mãe, minha tia e meu primo também...

- nossa... Maldito Cigarro!

- ah, mas eram velhos mesmo...
- ãn, então tudo OK! E você, quantos anos tem?
- tem isqueiro aí?
- tshhhsh...
- onze, e você?

(Olívia)