"Passeio avesso"

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Quando eu vejo, sempre entendo.
Do que sinto, sei todos os nomes.
Chama Felicidade meu olho às lágrimas,
Alegria quando bato o dedo do pé na beira da cama...
...
Fúria, é o ‘acontecido’ ao ganhar meu presente de aniversário,
Amor, algo como ver um bandido impune,
Cuidado, nome engraçado, dado a quando pulo em piscina rasa,
De cabeça e com olhos fechados.

Nunca me confundo!
O mundo pensa que sou burro, mas é Ele o tão fácil de ser compreendido.
Pelas lógicas essenciais, ao ver um ato atroz,
Sorrio largo, e me contento em profundo.

Desentendo os casais sorrindo, se o feito amando é pífio.
Mamães e filhotes, com sono e juntos,
Se mãe e filho é ódio unido...
Ainda me acham estúpido!

Dizem de mim, que sou ao contrário,
Outros me julgam malvado, satírico...
Sou honesto, e só um menino repugnante.
Ou seria adorável?

Tenho meus descuidos com meus amigos camaradas,
Cuido do meu broto, o Margarido, e de minha cachorrinha Tatá...
Faço-o cheio de categoria, são felizes comigo.
Inda que sintam pena os alheios, estes não me deixam sozinho.

Pensam eles, meus queridos, que sou desprotegido...
Na pureza de raciocinar perfeitamente sobre tudo!
Os nomes foram gravados de acordo com o que senti,
Ao ver o mundo fingindo que ama, que respeita, que aceita...

Tentei explicar que ao associar um fato errado o qual notei certo...
Segui o raciocínio, e decorei as palavras e os nomes...
Um belo dia, me senti tão em grupo, que pedi à flor e ao cachorrinho,
Que me ‘desacompanhassem’ sempre que, em solidão, me agonio...

Disseram que me viram! E por tal, aprendi tudo errado!
Ou, ao contrário, sem revirar junto com minhas conclusões,
Meu coração que tanto se confunde.
Estou certo de meus aprendizados...

Foi um erro, uma hipocrisia, uma falsidade primeira à minha virgem vista...
O parâmetro estancado como linha de raciocínio estável...
Ué, mas então não posso ter ‘inimigos’?
...

Parece então que minha flor e meu cachorro sabem que preciso de amparo...
Nos andares da vida estampando coisas contrárias e corretas...
Nas consequentes vivências que entendi errado e cri certo...
Já pensaram que sou malcriado, desaforado...

Mal posso eu, com tantos e tantos elogios!

(Olívia)