"Do Bem???"

video

E eu em meu anseio... Sigo abaixo, diferente entre céus contidos,
Ao chão dos outros, os quais bem temo, à besta praxe,
Dentre rumos limitados, tendo sol, nuvens e vazios...
Sou menino moleque, sem ressalvas ou premissas...

Ambidestro, valente, menininho contente ao trepidar dos passos,
Sobre mim, em minha distância, medo de altura,
De cujo mundo, a saída é subir às ruas,
Pela duvidosa escada de partida.

Daqui não saio, não subo por completo...
Pego o que germina e eu não tenho.
É solidão, curiosidade, saudade de silêncio em meus pensamentos, regalo mimado querendo crescer algo no dentro...

E um vazio tão violento... Que já pareço homem feito...
Nenês não devem saber dos rombos no peito!
Quiçá chamar “mamãããe!!!”, se maternidade por aqui é o eco.
Parei de parar de brincar...

Subo ali, desço me divirto com objetos de cativeiro...
Eu nem nunca quis pertencer à cima... Queria só às vezes,
Ter companhia...
Corda de atar o mundo, abrir mão do pé direito da minha vida,

Arredondar o chão dele, e agonizar o som do eco reduzindo...
Penso em parar de pedir amigo, e penso em ajudar quem me pisa...
Em doar parte da vastidão de minha angústia,
Dando passinhos ainda pequeninos...

Penso como se tivesse a sós em um momento,
Guardo as benfeitorias aos maiores imensos...
Todos Aqueles que movem o planeta e são maioria...
Perco até a óbvia infante euforia...

Para dar mais que o sonho e resgatar mais de cada chão.
Vou menininho da boa intenção, mudar o reto a redondo...
Algo deve ter dado errado em meu ensejo, tudo explodiu!
Sem querer, sem conserto... E agora então que me fui junto?

Dá nada mais certo que esquentar o peito de beleza e bênção...
Mas... Por quê, o mundo, em fogo se esvaiu???
Digo que talvez o pouco a mim referido trouxe mais glória e coragem...
Que a bondade de sobra, morando no colo de minha insignificância...

Desde criança aprendi a me desfazer de mim, portanto, não temo o fim,
A ferro ou fogo necessário para dar nome de acidente ao que tenho tentado...
Quando inda ouvia coisas sobre medo, temi irrisório ter mais de um enorme...
De cobra,
De fogo...

E de elogio.


(Olívia)